A professora universitária Marta Dora Grostein, mãe do apresentador Luciano Huck, declarou nesta terça-feira (20) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
Em vídeo publicado nas redes sociais de seu filho mais novo, o cineasta Fernando Grostein Andrade, ela afirmou que a escolha é motivada pela preocupação com o avanço de ameaças contra minorias e com possíveis retrocessos nas políticas sociais e culturais.
Produzido em parceria com o Movimento 342 Artes, o vídeo relata as ameaças sofridas por Fernando, que vive nos Estados Unidos. Segundo Marta Dora, o filho deixou o Brasil há sete anos após ser alvo de intimidações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões", afirmou. Ela acrescentou que o cineasta recebeu ameaças de morte, incluindo mensagens que diziam que seu corpo seria entregue "em um caixão fechado".
Marta Dora também relembrou a ditadura militar e a transição democrática, período que, em sua avaliação, sofreu uma ruptura durante o governo Bolsonaro. Para a professora, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, representaria um retrocesso para o país.
'Gestão do filho de Bolsonaro significa retrocesso'
"Diante do momento atual, eu voto em Lula. A gestão do filho de Bolsonaro significa um retrocesso nas políticas que avançaram tanto, principalmente nas áreas sociais e culturais, durante as gestões passadas e a atual do presidente Lula", declarou.
A manifestação da mãe de Huck contrasta com a imagem pública do apresentador, que ao longo dos anos esteve associado a setores da direita.
O nome de Luciano Huck também apareceu recentemente no noticiário sobre o Banco Master. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicaram proximidade entre os dois, além de tratativas comerciais envolvendo o patrocínio do Will Bank ao programa "Domingão com Huck".