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Brasil condena ofensiva de Israel e define situação em Gaza como 'carnificina'

Ministro das Relações Exteriores critica inação internacional, reforça apoio à Palestina e condena a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Brasil condena ofensiva de Israel e define situação em Gaza como 'carnificina'Carlos Moura/Agência Senado

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza como uma "carnificina" e expressou forte repúdio à escalada da violência contra civis palestinos. Em audiência nesta terça-feira (20) na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o chanceler cobrou ação da comunidade internacional e reiterou o apoio do Brasil à criação de um Estado palestino independente.

"É uma situação terrível a que está acontecendo, há uma carnificina", afirmou Vieira. "Há um número elevadíssimo de crianças mortas. São milhares, algo como 18 mil, em um só dia 180 crianças morreram. É algo que a comunidade internacional não pode ver de braços cruzados", complementou.

O chanceler brasileiro classificou a ofensiva de Israel como uma invasão e afirmou que o Brasil condena esse tipo de ação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, já descreveu em diversas ocasiões a operação militar israelense em Gaza como um "genocídio".

O ministro criticou a paralisação do Conselho de Segurança da ONU, ressaltando que o poder de veto dos cinco membros permanentes frequentemente impede avanços nas decisões. 

Reconhecimento do estado da Palestina

O governo brasileiro participará, nos próximos dias, de um encontro internacional em Madri, na Espanha, voltado a ampliar o reconhecimento do Estado da Palestina. A reunião contará com representantes de países árabes, do Reino Unido e da União Europeia.

O Brasil, que reconhece oficialmente o Estado da Palestina desde 2010, voltou a defender a "solução de dois Estados" como única alternativa viável para o fim do conflito, conforme mencionou o ministro Mauro Vieira.

Ele também informou que uma nova operação de repatriação de brasileiros está sendo organizada pelo Itamaraty, diante do agravamento da crise humanitária na região.