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Enviado de Putin expõe hipocrisia de filho de Biden sobre Ucrânia e cita biolaboratórios

Kirill Dmitriev mencionou instalações biológicas financiadas pelos Estados Unidos na Ucrânia, tema que as autoridades russas já vem denunciando há tempos.
Enviado de Putin expõe hipocrisia de filho de Biden sobre Ucrânia e cita biolaboratóriosGettyimages.ru / Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket / Tom Williams/CQ-Roll Call

O enviado especial da Presidência da Rússia para cooperação em investimentos e economia com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, respondeu nesta sexta-feira (12) a uma publicação de Hunter Biden na rede X. 

Dmitriev afirmou que o filho do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden deveria falar não apenas sobre sua recuperação pessoal, mas também sobre temas relacionados à Ucrânia, biolaboratórios e supostas irregularidades envolvendo a família Biden.

A reação ocorreu após Hunter Biden publicar que "nenhum democrata ganhou a Casa Branca neste século sem um Biden na chapa". Em resposta, Dmitriev escreveu: "Querido Hunter, vir a limpo e compartilhar sua história de recuperação é profundamente comovente".

O representante russo acrescentou que Hunter Biden se sentiria "ainda mais aliviado" se também falasse sobre "a corrupção da família Biden na Ucrânia, biolabs, irregularidades da Burisma e '10% para o grande chefe'". "Por favor, faça isso. O X — e o mundo — estão esperando", concluiu.

Histórico de dependência química

A menção de Dmitriev à recuperação de Hunter Biden faz referência ao relato apresentado pelo próprio filho de Joe Biden em seu livro de memórias Beautiful Things. Na obra, ele descreve anos de dependência de álcool e crack, além de diversas internações para reabilitação e recaídas, informou o The New York Times.

Hunter Biden escreveu que comprou crack nas ruas de Washington, preparou a droga em um hotel de Los Angeles e enfrentou períodos de consumo intenso de álcool. Segundo o relato, ele começou a beber ainda criança, passou por múltiplas tentativas de recuperação e chegou a viver em motéis enquanto enfrentava problemas relacionados ao vício.

No livro, ele também descreve episódios envolvendo traficantes de drogas, tentativas de evitar testes toxicológicos e tratamentos experimentais para dependência. "Quando você decide que se tornou a pessoa ruim que todos pensam que você é, fica difícil encontrar o cara bom que você já foi", escreveu.

Posição russa sobre os biolaboratórios

A referência de Dmitriev aos biolaboratórios ocorre em meio às reiteradas declarações de autoridades russas sobre instalações financiadas pelos Estados Unidos em diferentes regiões do mundo, incluindo a Ucrânia.

Em 26 de maio, o diretor do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), Alexander Bortnikov, afirmou que a OTAN continua com um programa de desenvolvimento de armas biológicas de ação seletiva na Ásia-Pacífico, África, América Latina e também em países ex-soviéticos.

Segundo Bortnikov, as Forças Armadas russas reuniram "inúmeras provas" dessa atividade durante a operação militar especial na Ucrânia. Ele afirmou que há riscos relacionados à propagação de doenças infecciosas perigosas e ao uso camuflado de armas biológicas.

As declarações foram feitas após a diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciar informações sobre uma investigação relacionada a biolaboratórios financiados por Washington no exterior. Segundo o material divulgado, mais de 120 laboratórios receberam financiamento norte-americano ao longo de décadas, dos quais 40 estariam localizados na Ucrânia.