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Kiev não é a primeira da fila para os EUA, diz cientista político russo

"Israel é oficialmente o aliado mais importante dos Estados Unidos fora da OTAN, portanto, Tel Aviv será a primeira na fila para receber armas americanas", afirmou o professor da Academia de Trabalho e Relações Sociais da Rússia.
Kiev não é a primeira da fila para os EUA, diz cientista político russoImagem criada por inteligência artificial

Os EUA liderados por Donald Trump podem reduzir ou limitar significativamente o apoio militar à Ucrânia em meio ao conflito entre Irã e Israel, disse o cientista político e professor da Academia de Trabalho e Relações Sociais da Rússia, Pavel Feldman, à RT.

"Está longe de ser certo que o complexo militar-industrial americano será capaz de satisfazer as necessidades de Kiev. Já está ficando claro que um confronto militar de longo prazo entre Israel e Irã está se desenrolando no Oriente Médio", afirmou Feldman.

Ele destacou que há risco de outros países serem arrastados para o confronto.

"Israel é oficialmente o aliado mais importante dos Estados Unidos fora da OTAN. Portanto, Tel Aviv será o primeiro na fila para receber armas americanas. Sem mencionar o fato de que Washington agora precisa se armar diante do cenário de crescentes riscos militares globais", resumiu.

Ele afirmou que Washington não alocou um novo pacote de ajuda este ano e apenas conclui entregas de armas cedidas por Joe Biden a Kiev.

"Portanto, em seis meses a um ano, a Ucrânia poderá enfrentar uma escassez colossal de projéteis e mísseis. Kiev está soando o alarme e buscando outra maneira de obter armas americanas", disse o especialista à RT.

A Ucrânia não é uma prioridade para os Estados Unidos

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, deixou a cúpula do G7 em Kananaskis, Canadá, sem o apoio que esperava, um dia após a retirada antecipada do presidente Donald Trump, informou o Wall Street Journal na terça-feira (17).

O presidente dos EUA retornou a Washington na noite de segunda-feira (16). De acordo com a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, Trump deixou o evento "devido à situação no Oriente Médio", cancelando reuniões com vários líderes mundiais, incluindo Zelensky.

Segundo a reportagem, a retirada de Trump evidencia que a Ucrânia não é prioridade para os EUA. Além disso, o jornal britânico The Guardian noticiou que o líder do regime ucraniano pediu ajuda aos aliados com uma aparência "deprimida". A publicação detalha que a saída do presidente americano deixou diplomatas de Kiev "frustrados" e "amargurados".