
Guarda Revolucionária iraniana confirma ataques contra bases dos EUA

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou nesta sexta-feira uma série de ataques com mísseis contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio, em resposta à agressão contra o distrito de Sirik e a ilha de Qeshm.
"Após o ataque perpetrado pelo Exército norte-americano, assassino de crianças e terrorista, contra Sirik e a ilha de Qeshm, foram lançados mísseis aeroespaciais contra as bases inimigas na região”, lê-se no comunicado do órgão militar.
A organização detalhou que "duas bases aéreas americanas no Kuwait, Al-Salem, e as demais instalações-chave da Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein foram imediatamente atacadas".
Ao mesmo tempo, alertaram que, caso essas agressões se repitam, "uma resposta limitada não será suficiente" e Washington será considerada responsável pelas "consequências do fechamento total do Estreito de Ormuz" para suas exportações de petróleo e gás.

Horas antes, as autoridades do Bahrein informaram que os alarmes de emergência foram acionados devido a um possível ataque aéreo contra o país. Além disso, o Kuwait relatou um ataque com drones e mísseis.
Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou ter lançado novos ataques contra instalações no Irã, alegando que o objetivo era "prevenir" possíveis agressões por parte de Teerã, após a interceptação de vários drones iranianos no Estreito de Ormuz.
Cessar-fogo
Embora o cessar-fogo acordado no último dia 6 de abril continue tecnicamente em vigor, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, redefiniu seu alcance nesta semana, ao considerar que, nesse caso, o mais realista era esperar uma "moderação" das hostilidades e não sua suspensão total.
"É mais ou menos assim: é outra parte do mundo. Sabe, eu diria que, nessa parte do mundo, um cessar-fogo é quando se atira de forma mais moderada. Um dia de cada vez", afirmou, ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto.
