
Polícia Civil faz operação contra lavagem de dinheiro do PCC em postos de combustíveis de SP

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Octanagem, que cumpriu mandados de busca e apreensão em seis postos de combustíveis no estado de São Paulo, informou o governo estadual.
As ações ocorreram em cinco unidades na Baixada Santista e uma em Araraquara, no interior paulista. A operação tem como foco empresas ligadas ao empresário Mohamad Hussein Mourad, suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme reportou o portal G1.
Segundo a Polícia Civil, a ação busca atingir o setor varejista da organização criminosa, que continuaria em atividade mesmo após a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto. A ação desta quarta-feira contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e da Secretaria da Fazenda de São Paulo.
Os postos alvos pertencem a Pedro Furtado Gouveia e Luiz Ernesto Franco Monegatto, investigados por suposta ligação com Mourad, que está foragido. De acordo com o portal G1, Gouveia é o maior proprietário entre os alvos da operação anterior, sendo sócio em ao menos 56 dos 251 postos identificados pela Receita Federal e pela ANP. Monegatto é sócio em outros 13 estabelecimentos.
A investigação aponta ligação dos seis postos com Himad Mourad, primo de Mohamad, descrito pela Carbono Oculto como um dos principais operadores do esquema. Segundo o portal, Himad é sócio direto de dez postos, porém a polícia suspeita que ele mantenha vínculos com mais de 100.

Três dos estabelecimentos investigados usavam a bandeira Rodoil. Em nota ao g1, a empresa afirmou que desde março de 2025 já havia identificado inconsistências e iniciado o processo de distrato com os postos, incluindo medidas judiciais. A Rodoil também destacou que não compactua com práticas ilegais e que atua para a retirada da marca das unidades citadas.
A Operação Carbono Oculto, que deu origem às novas investigações, mobilizou 1,4 mil agentes e é considerada a maior ação da história do país contra o crime organizado. Segundo a Secretaria da Fazenda paulista, o esquema bilionário no setor de combustíveis sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.
