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Trump ameaça Maduro: 'Se ele bancar o durão, será a última vez que poderá fazê-lo'
Presidente dos EUA diz que armada na América do Sul é a maior já vista e faz ameaça direta a Maduro.


O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu nesta segunda-feira (22) a uma pergunta sobre por que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deveria levar sua ameaça a sério.
"[Maduro] pode fazer o que quiser", disse Trump. "Ele construiu uma armada gigantesca, a maior que já tivemos, e de longe a maior que já tivemos na América do Sul. Ele pode fazer o que quiser".
"Se ele quiser fazer alguma coisa, se bancar o durão, será a última vez que poderá fazê-lo", alertou Trump.
Agressões dos EUA
- Escalada militar: Os Estados Unidos, em agosto, enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
- Falsos pretextos: Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: O presidente americano Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro perguntou, em resposta: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em pelo menos 75 mortos. Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.
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