
Lukashenko diz gostar de Trump porque 'ele fala o que pensa'

O presidente da Belarus, Aleksandr Lukashenko, afirmou nesta sexta-feira (20) apreciar a franqueza do presidente norte-americano Donald Trump, embora discorde da forma como ele agiu em conflitos recentes como o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa e a agressão contra o Irã.

Durante pronunciamento em Minsk, ele destacou que o líder dos Estados Unidos expressa opiniões de maneira direta e possui personalidade forte.
"O que eu gosto no Trump é que ele fala o que pensa", disse o mandatário. "Gosto dessa abordagem. Porque vemos a verdadeira política e os objetivos da liderança americana. E vemos o que os americanos são. Eu gosto disso", declarou.
Lukashenko afirmou, no entanto, discordar de ações como a "guerra no Irã e o sequestro de Maduro". O líder belarusso descreveu os bombardeios recentes como um erro de Washington e defendeu a interrupção imediata das ações armadas na região para evitar consequências graves.
Segundo o mandatário, Belarus foi pega no meio do confronto porque tem alguma relação com todas as partes envolvidas.
"Por um lado, temos o Irã, que parece ser nosso aliado. Eles não me deram ouvidos quando os avisei sobre a guerra, muito antes de ela começar. Os americanos sabem disso. Então, temos os Emirados Árabes Unidos, o Catar e, principalmente, Omã – estamos focando neles agora. Todos estão envolvidos nisso. Atualmente, estamos em negociações com os sauditas. Então, parece que temos nosso povo de um lado e nosso povo do outro. E agora, se Deus quiser, isso vai acabar. Temos apenas um princípio: tudo isso precisa acabar. Porque nosso povo está dos dois lados. Todos estão sofrendo", declarou o presidente.
O líder de Belarus também comentou sobre mísseis que o Irã teria pedido ao país, segundo alegações do governo americano. "Nunca nos pediram mísseis. Mesmo que tivessem pedido, não poderíamos tê-los fornecido. Porque isso significaria guerra com os americanos. Não queremos essa guerra", enfatizou.
