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Colômbia recorre à eutanásia para conter hipopótamos de Pablo Escobar

O Governo colombiano destinou US$ 1,9 milhão para reduzir população de 169 animais descendentes de espécies introduzidas pelo lendário traficante.
Colômbia recorre à eutanásia para conter hipopótamos de Pablo EscobarGettyimages.ru / Juancho Torres/Anadolu

A Colômbia iniciará um processo de eutanásia para reduzir a população de hipopótamos descendentes de animais ilegalmente contrabandeados pelo falecido narcotraficante Pablo Escobar na década de 1980, anunciaram as autoridades do país na segunda-feira (13).

A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez Torres, explicou que o plano tem como objetivo principal evitar que a população, atualmente de 169 animais na região do Magdalena Medio (Antioquia), alcance 500 indivíduos até 2030.

Para isso, serão aplicados dois protocolos: translocação (realocação) e eutanásia. Um orçamento de mais de 7 bilhões de pesos (cerca de US$ 1,9 milhão) foi destinado à operação.

Em uma primeira etapa, 80 dos 169 hipopótamos serão submetidos à eutanásia. A ministra confirmou que várias ofertas de governos estrangeiros para receber os animais em países com populações nativas de hipopótamos foram recusadas, sem detalhar os motivos. A decisão ocorre após anos de tentativas fracassadas de controle.

Qual é o problema?

O problema remonta ao ano de 1981, quando Escobar trouxe três machos e uma fêmea da África para sua Hacienda Nápoles. Após a morte do traficante, em 1993, os animais ficaram livres e, na ausência de predadores naturais e em um clima favorável, reproduziram-se rapidamente.

Em 2020, 70 hipopótamos foram transferidos para o México e para a Índia, a um custo de US$ 3,5 milhões, e programas de esterilização foram implementados, mas a população continuou crescendo.

Cientistas alertam que, sem controle, o aumento do número dos hipopótamos pode causar danos ambientais irreversíveis e tornar a população incontrolável.