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Rússia elogia classificação da escravização de africanos como maior crime contra humanidade

Resolução da ONU sobre o tema foi aprovada com 123 votos favoráveis e 52 abstenções. Apenas EUA, Israel e Argentina foram contrários à medida.
Rússia elogia classificação da escravização de africanos como maior crime contra humanidadeGettyimages.ru / Selcuk Acar/Anadolu

A Rússia saudou, nesta sexta-feira (27), uma resolução da Assembleia Geral da ONU, que declarou o tráfico transatlântico de africanos escravizados e a escravidão baseada em critérios raciais como os maiores crimes contra a humanidade.

O documento foi promulgado durante sessão plenária realizada na quarta-feira (25), por iniciativa de Gana e da União Africana, obtendo 123 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel e Argentina), além de 52 abstenções.

Para Moscou, que votou favoravelmente pela proposta, a resolução é um marco na restauração da justiça histórica e no fortalecimento do combate internacional ao colonialismo, ao racismo e à discriminação racial.

"A Rússia segue hoje disposta a avançar em ações internacionais coordenadas para erradicar todas as manifestações de colonialismo, que vêm assumindo novas formas sofisticadas", afirmou a chancelaria russa, em nota.

A parte russa ainda criticou os países que votaram contra por demonstrarem "hipocrisia" e falta de disposição para assumir responsabilidade pelos crimes cometidos durante o período colonial.

Durante a sessão plenária, a delegação russa deu destaque ao papel do país no apoio ao processo de descolonização e à independência de países africanos, além da assistência realizada em áreas como segurança e desenvolvimento.

O país ainda declarou que seguirá cooperando com as nações africanas, inclusive no âmbito do Fórum de Parceria Rússia-África.

  • Além da Rússia, países como Brasil, China, Índia, México votaram favorável à resolução. A Ucrânia e várias nações da União Europeia (UE) se abstiveram, entre elas Portugal, Bélgica, Itália, Alemanha, França e Polônia.