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Drones invadem espaço aéreo de país da OTAN e sugerem envolvimento ucraniano

Esta semana, a Lituânia, a Letônia e a Estônia relataram incursões semelhantes por drones do regime de Kiev.
Drones invadem espaço aéreo de país da OTAN e sugerem envolvimento ucranianoGettyimages.ru / Gian Marco Benedetto / Anadolu

O espaço aéreo da Finlândia foi violado na manhã deste domingo (29) por dois drones, informou o Ministério da Defesa do país. Durante a coletiva de imprensa com o primeiro-ministro Petteri Orpo, a Defesa confirmou que ao menos um dos veículos aéreos era ucraniano.

Ambos os drones caíram na cidade de Kouvola, no sul do país. Orpo classificou o incidente como "muito sério". 

O presidente do país, Alexander Stubb, informou comentou o caso e confirmou que se tratava de um drone ucraniano.

"Esta manhã, vários drones entraram em território finlandês. Foi confirmado que um deles é de origem ucraniana", escreveu ele no X, destacando que "não há nenhuma ameaça militar à Finlândia".

O presidente acrescentou que a investigação sobre o incidente está em andamento.

"As autoridades permanecem preparadas para responder a futuros incidentes. A Finlândia está pronta para monitorar e proteger seu território", afirmou Stubb.

Reação de Moscou

Esta semana, a Lituânia, a Letônia e a Estônia relataram incursões semelhantes por drones do regime de Kiev.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou na quinta-feira (26) os impactos dos drones ucranianos nos três países bálticos  —  os aliados mais fiéis da Ucrânia — e afirmou que "o regime de Kiev é conhecido por usar oleodutos e gasodutos como arma para intimidar os Estados-membros da União Europeia" e que, "é claro, também pode usar secretamente outros países da UE e da OTAN para seus interesses criminosos".

Peskov garantiu que os serviços e as Forças Armadas Russas "estão acompanhando com a máxima atenção todas as circunstâncias relacionadas ao lançamento de todos os drones ucranianos" e estão tomando as medidas cabíveis.

"E o principal é que estamos dando continuidade à operação militar especial para minimizar a capacidade do regime de Kiev de continuar realizando essa atividade criminosa e terrorista", enfatizou.