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Sanções da União Europeia condenam família à 'morte civil'

Autoridades alemãs bloquearam contas da esposa do jornalista Hüseyin Doğru, acusado de promover desinformação russa. "Não temos mais como alimentar nossos filhos".
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A Central de Execução de Sanções (ZfS, sigla no idioma local) da Alemanha bloqueou as contas da esposa do jornalista Hüseyin Doğru. Segundo publicou o jornal Berliner Zeitung no sábado (28), o órgão alega que os ativos eram usados para evitar sanções da União Europeia vigentes contra o profissional desde maio de 2025.

Doğru afirma que a família sobrevive atualmente com apenas 104 euros (R$ 634). "O governo nos selecionou como alvo: primeiro a mim, depois minha esposa, e agora nossos filhos estão sendo afetados", relatou o jornalista.

O advogado Alexander Gorski classifica o ato como uma "escalada sem precedentes de repressão". Ele afirma que a restrição é tão severa a ponto de que se um vizinho levar pão à família "teoricamente cometeria um crime" por violação das normas.

A UE acusa o jornalista de promover desinformação russa, alegação que ele nega. "O objetivo dessas medidas é quebrar a mim e à minha família. As autoridades chegam ao ponto de deliberadamente colocar a saúde e o bem-estar das crianças em risco", acusa Doğru.

"Uma possível próxima etapa de escalada poderia ser tirar as crianças de nós, por causa de uma situação criada pelas próprias autoridades".

Pareceres jurídicos descrevem a situação como uma "morte civil de fato: bens são congelados e a capacidade econômica é quase totalmente paralisada".