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VÍDEO: Ministro israelense usou forca de museu para mostrar 'destino' de prisioneiros palestinos

Ministro da Segurança Nacional gravou vídeo em memorial de Jerusalém e defendeu métodos como forca, cadeira elétrica e injeção letal; última execução no país ocorreu em 1962.
VÍDEO: Ministro israelense usou forca de museu para mostrar 'destino' de prisioneiros palestinosGettyimages.ru / Chip Somodevilla

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou, no dia 18 de março, nas suas redes sociais, um vídeo no Museu dos Prisioneiros da Resistência, em Jerusalém. Na filmagem, ele apontava uma forca em exibição como o destino dos detentos palestinos.

A gravação fez parte da campanha para a aprovação da lei da pena de morte, que ocorreu na segunda-feira (30).

Ben-Gvir, que durante as etapas legislativas participava das audiências usando um broche em forma de forca, é um dos defensores mais ferrenhos da nova legislação. Durante uma das sessões, realizada em dezembro de 2025, ele afirmou que "há a opção da forca, da cadeira elétrica e da injeção letal" para os prisioneiros palestinos condenados.

Pena de morte em Israel

Segundo o jornal The Guardian, a última execução de um prisioneiro em Israel ocorreu em 1962, quando o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann foi sequestrado na Argentina pelo Mossad e levado a julgamento em Israel, enfrentando em seguida a pena capital. Desde então, a prática não havia sido repetida no país.

"Israel já está matando palestinos regularmente – em centros de detenção e em campo, onde a força letal é amplamente utilizada por colonos israelenses e pelos militares, com quase nenhuma responsabilização", disse ao Guardian Yuli Novak, diretor executivo do grupo israelense de direitos humanos B’Tselem. "Esta lei é mais uma ferramenta nesse arsenal".