
País do BRICS dá novos passos para ambiciosa meta de ter meio milhão de carros elétricos nas ruas

O governo da Etiópia acelerou a transição para a mobilidade elétrica em meio a crise de combustíveis, causada pelo conflito no Oriente Médio. O plano é concluir a instalação de 2.300 pontos de recarga e colocar mais de 500 mil veículos elétricos em circulação até 2032, informou, nesta segunda-feira (6), a agência Xinhua.
Duas empresas estatais lideram o projeto de expansão da rede, a Ethios Telecom e a Ethiopian Electric Utility. Na sexta-feira (3), o governo etíope inaugurou as quatro primeiras estações públicas de carregamento rápido fora da capital, Adis Abeba.

As estações, na cidade de Adama, possuem 12 carregadores, elevando a capacidade para atender até 60 veículos simultaneamente.
Desde fevereiro de 2025, a rede elétrica do país atendeu mais de 284 mil veículos, fornecendo mais de 7,15 milhões de kWh de energia limpa e evitando a emissão de mais de 10 milhões de quilos de CO2, segundo dados da Ethio Telecom.
Desenvolvimento estatal
A expansão é parte de uma estratégia estatal coordenada. A Ethiopian Electric Utility é a responsável pelas novas estações e pela futura infraestrutura de recargas ao longo do corredor logístico Etiópia-Djibuti, por onde passam 95% do comércio exterior do país.
A política ganhou tração após o governo proibir, em 2024, a importação de carros a gasolina e a diesel, além da diminuição de impostos sobre veículos elétricos — medidas que visam reduzir a dependência de combustíveis importados e preservar reservas em moedas estrangeiras.
A urgência aumentou com a crise energética enfrentada pelo mundo; A Etiópia gasta entre 96 e 128 milhões de dólares por mês com subsídios, além de enfrentar a escassez de combustível, com as importações afetadas pelo conflito no Golfo e pelos preços inflacionados.
