
Macron convoca reunião do Conselho de Segurança da França diante das ameaças de Trump ao Irã

O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou uma sessão de emergência do Conselho de Segurança de seu país para esta quarta-feira (8), às 8h (horário local), após as ameaças feitas por seu homólogo dos EUA contra o Irã, informou a emissora BFM, citando fontes do Palácio do Eliseu.

A reunião ocorrerá poucas horas após o fim do ultimato estabelecido no domingo por Donald Trump a Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de destruir "uma civilização inteira".
Na véspera, o norte-americano reforçou as declarações ao advertir que "todo o país pode ser destruído em uma noite. E essa noite pode ser amanhã".
"Não é o primeiro ultimato"
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, também comentou a escalada no Golfo. Ele reforçou que o país europeu é contrário à postura de Trump. "No que diz respeito às ameaças feitas pelo presidente dos EUA, reiteramos nossa oposição a qualquer ataque contra infraestrutura civil", disse, durante entrevista à imprensa local.
Por fim, Barrot também respondeu sobre se as ameaças não seriam um blefe do norte-americano. Ele disse que "em todo caso, este não é o primeiro ultimato emitido pelo presidente dos EUA".
Trump faz ameaças ao Irã
- No domingo (5), Trump deu um ultimato ao Irã, estabelecendo uma data específica para que o país chegasse a um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. "Terça-feira, 20h, horário do leste!", disse ele.
- Essa retórica agressiva de Trump veio um dia após seu ultimato de 48 horas contra o país, posteriormente adiado, para que o país chegasse a um acordo ou reabrisse a importante via marítima. Ele também advertiu que o não cumprimento do ultimato desencadearia "o inferno" sobre o Irã.
- O governo iraniano, por sua vez, promete que o Estreito de Ormuz jamais será o que era, especialmente para americanos e israelenses. As autoridades iranianas também afirmaram que estão preparando uma "nova ordem" no Golfo Pérsico. Além disso, o Irã reiterou diversas vezes que não abandonará seu programa nuclear pacífico.
