
Presidente de Cuba rechaça pressão dos EUA: 'Renunciar não faz parte do nosso vocabulário'

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (9), em entrevista à emissora norte-americana NBC News, que os cargos de liderança em seu país não obedecem às ordens dos EUA nem são definidos por Washington.
"Em Cuba, aqueles que ocupam cargos de liderança não são escolhidos pelo governo dos EUA nem contam com seu mandato. Temos um Estado livre e soberano. Gozamos de autodeterminação e independência e não estamos sujeitos aos desígnios dos EUA", declarou Díaz-Canel.
O chefe de Estado acrescentou que "renunciar não faz parte do nosso vocabulário", ao ser questionado por Kristen Welker, apresentadora do programa "Meet the Press", se estaria disposto a deixar o cargo "para salvar seu país" da atual pressão exercida pelo governo de Donald Trump contra a ilha.

Díaz-Canel chegou a questionar se a pergunta teria sido enviada pelo Departamento de Estado dos EUA. "Acaso fazem essa pergunta a Trump?", acrescentou.
O presidente cubano denunciou a existência, no plano internacional, de uma campanha midiática que busca impor uma narrativa falsa sobre Cuba e ignorar a forma como os cubanos elegem seus representantes. "Qualquer um de nós, antes de assumir um cargo de liderança, deve ser eleito em nível local em seu distrito eleitoral por milhares de cubanos", destacou.
Díaz-Canel afirmou que as relações entre Havana e Washington estão deterioradas devido às políticas intervencionistas dos EUA e às medidas coercitivas unilaterais que, segundo ele, buscam asfixiar a ilha por meio de um bloqueio total.
Para o mandatário — que mais cedo afirmou que os cubanos sofrem com a pressão econômica imposta pelos EUA — é fundamental que o governo Trump adote "uma postura crítica" e "sincera", reconhecendo "quanto isso custou ao povo cubano e quanto privou o povo americano de uma relação normal com Cuba".
