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Seminua em igreja, rapper latina é acusada de profanação: 'grave desrespeito'

O bispado exigiu a remoção do material gravado para o curta-metragem "No margine" (Não Marginalize) da cantora Tokischa. Uma das imagens mostra a cantora de topless em frente a uma pintura de Jesus Cristo.
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A Fundação Espanhola de Advogados Cristãos apresentou na quarta-feira (8) uma queixa contra a rapper dominicana Tokischa Altagracia Peralta no Tribunal de Instrução de San Sebastián, acusando-a do crime de "profanação".

A controvérsia surgiu diante da publicação de uma sessão de fotos e um vídeo da cantora dentro da Basílica de Santa María del Coro, em San Sebastián, Espanha, no País Basco.

As imagens fazem parte de seu curta-metragem "No margine" (Não Marginalize) e mostram a artista seminua, provocando forte reação da Igreja Católica.

Pablo Jarque, advogado da fundação, comentou que a artista "usou uma igreja católica para tirar fotos eróticas, demonstrando grave desrespeito a todos os fiéis católicos".

"Temos certeza de que isso não é liberdade de expressão ou liberdade artística, mas um ataque direto aos sentimentos religiosos", acrescentou.

Para os advogados cristãos, essa é uma ação "reincidente" de Tokischa, que já havia sido punida por atos semelhantes em 2021 em seu país.

A Diocese de San Sebastián anunciou que está estudando possíveis ações legais ou canônicas, dizendo que não autorizou as filmagens na Basílica de Nossa Senhora do Coro, como a igreja também é conhecida.

A instituição afirma ter entrado em contato com a produtora para "exigir a remoção das imagens gravadas na basílica", informou na quarta-feira (8) a mídia local.