
Número de interceptadores israelenses de mísseis balísticos teria caído para 'dois dígitos'

O número de interceptadores de mísseis balísticos que restam no arsenal israelense reduziu-se a "dois dígitos", informou na quinta-feira (9) o Drop Site News, citando uma fonte do governo Trump com conhecimento da situação.
"Eles têm que escolher o que derrubar", declarou o funcionário norte-americano, detalhando que esta grave escassez obrigou Tel Aviv a ser muito mais seletiva ao enfrentar os ataques com mísseis balísticos procedentes do Irã e do Iêmen.

Segundo uma análise recente do Instituto Real de Serviços Unidos para Estudos de Defesa e Segurança britânico (RUSI, na sigla em inglês), até a data de 24 de março, o Estado judeu gastou 122 de seus 150 mísseis Arrow 2 e Arrow 3, assim como 22 de seus 48 mísseis THAAD.
Estes interceptadores são caros e sua reposição requer muito tempo. Cada interceptador Arrow custa entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões (cerca de R$ 10,3 milhões e R$ 15,5 milhões) e sua produção leva meses, enquanto um interceptor THAAD, capaz de deter um míssil balístico em sua fase terminal de descida, custa US$ 12 milhões (R$ 62,1 milhões). Em muitos casos, são necessários vários interceptores para neutralizar um único míssil.
Dependência dos EUA
A diminuição do suprimento de interceptores também fez com que Israel dependa cada vez mais das capacidades de defesa antimísseis da Marinha norte-americana, que mobilizou contratorpedeiros na região. A recente retirada do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald Ford reduziu essa capacidade.
De acordo com o RUSI, acredita-se que os EUA tenham disparado 431 dos 2.500 mísseis Aegis da Marinha, projetados para a interceptação de mísseis balísticos, tornando-os um salva-vidas de último recurso para a defesa israelense.
Esta semana, diante das crescentes dúvidas sobre as reservas de defesa antimísseis à medida que a guerra se prolonga, o Ministério da Defesa israelense anunciou planos para aumentar a produção, embora tenha negado ter problemas, mesmo quando um número maior de ataques com mísseis iranianos atingiu alvos dentro do país ou caiu em zonas despovoadas.
"Israel conta com interceptadores suficientes para proteger seus cidadãos. Esta medida busca garantir a liberdade operacional contínua e a capacidade de resposta necessária", afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

