
Pesquisadores da USP desenvolvem protetor solar com resíduos de cerveja

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um protetor solar a partir de resíduos de lúpulo, um dos principais componentes da cerveja.
O estudo aponta que o material reaproveitado pode aumentar a eficácia da proteção contra raios ultravioleta (UV).
Os resultados foram publicados no início de fevereiro na revista científica Photochem e indicam que substâncias presentes no lúpulo, como polifenóis, possuem propriedades antioxidantes capazes de auxiliar na proteção da pele contra radiação UV.
Uso do lúpulo
A pesquisa avaliou o uso de extratos obtidos a partir de resíduos industriais do lúpulo, descartados durante o processo de fabricação da cerveja.
Em laboratório, os cientistas testaram dois tipos de extrato, um proveniente do material reutilizado e outro sem passar pelo processo industrial, incorporados a formulações de protetor solar.

Os testes indicaram que ambos mantiveram eficácia fotoprotetora, mas o extrato reaproveitado apresentou desempenho superior na proteção contra os raios ultravioleta.
Além do potencial de aplicação na indústria cosmética, os pesquisadores destacam que a técnica pode contribuir para o reaproveitamento de resíduos que seriam descartados.
Próximas etapas
Apesar dos resultados, os cientistas afirmam que ainda são necessárias etapas adicionais antes da comercialização do produto.
"São necessários estudos e validações complementares, como a estabilidade em longo prazo do protetor solar, padronização dos compostos bioativos e avaliação clínica de segurança e eficácia", disse André Rolim Baby, um dos coordenadores do trabalho.
