
Imprensa brasileira detalha como foi a prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE nos EUA

A prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos foi resultado de cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas, conforme informações divulgadas pela Polícia Federal.
A detenção foi realizada pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, no estado da Flórida. O comunicado afirma o detido "é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito".
De acordo com o g1, a ação contou com apoio de um delegado da Polícia Federal que atua junto ao ICE. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a atuação integra acordos de cooperação entre os dois países.
Ramagem foi abordado na rua, teve os documentos analisados e, posteriormente, levado a um centro de detenção após ser preso por questões migratórias. Autoridades brasileiras foram informadas da detenção por volta de 12h, no horário de Brasília.
Informações do portal Metrópoles indicam que o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos registrou que o ex-parlamentar entrou no país em 11 de setembro de 2025 com visto de turismo do tipo B-2, com permanência autorizada até 10 de março de 2026. O registro aponta que ele permaneceu no território norte-americano após o vencimento do prazo.
"Fica determinado que você está sujeito à remoção (deportação) dos Estados Unidos, nos termos da Lei de Imigração e Nacionalidade", diz trecho do documento revelado com exclusividade pelo Metrópoles.

Segundo a publicação, Ramagem deixou o Brasil antes da conclusão do julgamento no Supremo Tribunal Federal, que resultou em condenação a 16 anos de prisão. Investigações da Polícia Federal indicam que ele atravessou a fronteira entre Roraima e a Guiana e, posteriormente, seguiu para os Estados Unidos.
Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição às autoridades norte-americanas por meio da Embaixada do Brasil em Washington.
Após deixar o país, o ex-deputado teve o mandato cassado, o passaporte diplomático cancelado e os vencimentos parlamentares bloqueados por determinação judicial.
Autoridades brasileiras aguardam informações adicionais sobre os próximos procedimentos, incluindo eventual retorno ao Brasil.
