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Eduardo Bolsonaro se pronuncia após deputado do PT pedir sua prisão preventiva

Ex-deputado lembrou que Lindbergh Farias também pediu a apreensão de seu passaporte em 2025.
Eduardo Bolsonaro se pronuncia após deputado do PT pedir sua prisão preventivaGettyimages.ru / Patrick McMullan

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se posicionou sobre o pedido para prendê-lo preventivamente, feito pelo parlamentar Lindbergh Farias (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (6).

Em vídeo divulgado nesta terça-feira (7) e gravado nos Estados Unidos, Eduardo sugeriu a existência de uma "parceria" entre o Partido dos Trabalhadores e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

"Então a gente tem que se manter antenado, e sempre um passo adiante. Eu sabia que esse momento chegaria, e tô trabalhando aqui para me proteger e me precaver", declarou.

Eduardo relembrou outra solicitação de Lindbergh, em 2025, para retenção de seu passaporte, motivo pelo qual alega ter deixado o Brasil. Segundo o ex-deputado, o pedido atual constitui uma nova tentativa de acionar o Supremo.

"Agora eles repetem a dose e o Lindbergh apela tentando pedir a minha prisão para o Alexandre de Moraes decrete minha prisão", apontou, afirmando desconhecer a razão da solicitação.

Durante o vídeo, Eduardo Bolsonaro elogiou um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, e destacou sua atuação no país para promover sanções contra autoridades brasileiras. 

O ex-deputado reiterou suas críticas a uma suposta "perseguição" promovida por Moraes e concluiu com um alerta: "Se você está entrando nessa flanco de batalha, saiba que você pode ser amanhã a próxima vítima também".

Justificativa de Lindbergh

Em seu pedido, Lindbergh Farias alega que o ex-parlamentar de oposição estaria "voltando a articular, de fora do país, pressão internacional contra autoridades brasileiras e contra a Justiça Eleitoral".

A denúncia ocorre após entrevista concedida por Eduardo à imprensa, na qual o ex-deputado afirmou que autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem sofrer medidas administrativas por parte dos EUA.

"Podem aplicar a atual política do secretário (de Estado dos EUA, Marco) Rubio de cancelamento de vistos, revogação de vistos para censores. Podem estender a lista de autoridades brasileiras impedidas de entrar nos EUA", alertou Eduardo.

"A fala mostra que Eduardo não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral", escreveu o petista.