Notícias

Netanyahu comenta guerra com Irã e sugere que 'parceria com Trump' evitou outro 'Auschwitz'

Premiê israelense criticou Europa por "fraqueza moral" e cobrou apoio do Ocidente em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano e a OTAN.
Netanyahu comenta guerra com Irã e sugere que 'parceria com Trump' evitou outro 'Auschwitz'Gettyimages.ru / Joe Raedle

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comparou nesta segunda-feira (13), em um pronunciamento dedicado ao Dia da Memória do Holocausto, as instalações do programa nuclear do Irã aos campos de concentração do regime nazista.

"Destruímos boa parte da indústria da morte que o regime iraniano desenvolveu ao longo dos anos. (...) Se não tivéssemos agido, os nomes Natanz, Fordow, Isfahan e Parchin poderiam ser lembrados em infâmia, como Auschwitz, Treblinka, Majdanek e Sobibor", afirmou.

Na sequência, o premiê saudou "a ação decisiva" conjunta de suas forças com as dos EUA, destacando a "parceria histórica" com o presidente Donald Trump, que, segundo ele, possibilitou a eliminação de sistemas navais e aéreos, além de supostos "sistemas de armamento em larga escala".

Netanyahu também fez duras acusações contra a Europa durante seu discurso. Segundo o político, o continente fez a promessa de defender valores humanistas após a Segunda Guerra Mundial, mas atravessa um momento de "grave fraqueza moral", no qual não consegue distinguir "civilização da barbárie" e "perde o controle" sobre sua "identidade e valores".

Diversos países do continente não forneceram o apoio esperado no contexto da agressão contra o Irã, o que gerou insatisfação não apenas em Netanyahu, mas também em Trump, que prometeu que Washington fará uma "análise muito rigorosa" sobre o apoio à OTAN.

  • O programa nuclear foi um dos principais pontos de tensão entre as delegações dos EUA e do Irã no fim de semana.
  • Washington exige que o Irã entregue ou venda todo o seu estoque de urânio enriquecido, acusando o país de buscar desenvolver uma arma nuclear, enquanto Teerã mantém-se firme na defesa de seu programa nuclear, que afirma ter fins exclusivamente pacíficos.