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STF vai analisar regra que proíbe terapias como 'cura gay' em plenário físico

O Plenário do Supremo vai avaliar, de forma presencial, uma norma que veda uso de fundamentos religiosos na psicologia, após decisão do ministro Edson Fachin.
STF vai analisar regra que proíbe terapias como 'cura gay' em plenário físicoGettyimages.ru / Ton Molina/NurPhoto

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar em plenário físico uma regra que proíbe práticas como a "cura gay" na psicologia, após o ministro Edson Fachin retirar o julgamento do âmbito virtual.

A Corte discutirá a constitucionalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), informou o jornal Estadão, nesta segunda-feira (13).

A norma que está sendo analisada, a Resolução nº 7/2023, veda o uso de fundamentos de origem religiosa no âmbito profissional, incluindo práticas associadas à terapia de conversão sexual.

O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade. O Partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) questionam a regra sob o argumento de que ela restringe a liberdade religiosa e de expressão. Já o Partido Democrático Trabalhista (PDT) defende a validade da norma, afirmando que ela preserva a laicidade e a ética profissional.

Antes da suspensão no plenário virtual, o relator Alexandre de Moraes votou por não dar prosseguimento à ação do PDT, por entender que não cabe ao STF "explicitar o sentido unívoco da resolução". Ele também votou por rejeitar o pedido do Partido Novo e reconhecer a constitucionalidade da norma.

A resolução estabelece a proibição de indução de crenças religiosas durante atendimentos, do uso da religião como estratégia de divulgação profissional e da associação entre práticas da psicologia e doutrinas religiosas.

A data do julgamento no plenário físico ainda não foi definida pelo STF.