
'Exigências excessivas' dos EUA impediram a conclusão de um acordo, afirma Teerã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira (13) que foram as exigências excessivas dos EUA que impediram a conclusão de um acordo durante as negociações em Islamabad, realizadas na semana passada. Ele fez essa declaração em uma conversa telefônica com seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot.
"Apesar dos avanços alcançados em muitos temas, não foi possível chegar a um acordo devido à postura [americana] de exigências excessivas e às constantes mudanças em suas propostas", afirmou o ministro iraniano, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país. Araghchi destacou que a República Islâmica, "embora desconfie totalmente da parte americana, iniciou as negociações com responsabilidade e boa-fé".

Nesse contexto, Barrot garantiu que Paris apoia a busca por uma via diplomática para pôr fim à guerra dos EUA contra o Irã e expressou sua esperança de que, com a continuação das conversas, se chegue a um acordo definitivo.
Cessar-fogo no Oriente Médio
- Estados Unidos e Irã concordaram na terça-feira (7) com um cessar-fogo de duas semanas, após mais de um mês de hostilidades. Washington indicou que recebeu uma proposta de 10 pontos por parte de Teerã, que considerou "uma base viável" para negociar. O Conselho Nacional de Segurança do Irã, por sua vez, declarou que os EUA "foram obrigados a aceitar" essa proposta.
- Pouco antes, Trump fez um alerta sombrio à liderança e ao povo iraniano: "Esta noite, uma civilização inteira desaparecerá, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá"
No entanto, o estreito marítimo permanece fechado desde o anúncio. Desde então, Trump anunciou um novo passo contra Teerã: o bloqueio do estreito. "A Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, começará o bloqueio qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social Truth Social.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã lembrou aos Estados Unidos, na madrugada deste domingo (12), que o país "tem autoridade plena sobre a gestão inteligente do Estreito de Ormuz" e que qualquer tentativa de passagem de embarcações militares pela rota marítima será tratada com severidade.
