
Irã alerta para 'repercussões significativas' devido às ameaças dos EUA no Estreito de Ormuz

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou na segunda-feira (14) em uma conversa por telefone com seu colega francês, Emmanuel Macron, que as ameaças à segurança do Estreito de Ormuz terão repercussões no comércio mundial, segundo o comunicado da assessoria de imprensa da Presidência iraniana.

Pezeshkian também enfatizou que o Irã tem trabalhado constantemente para garantir a passagem segura pela rota marítima e está "plenamente preparado para responder a qualquer cenário que atenda aos seus interesses nacionais".
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O presidente iraniano também destacou que Teerã "mantém seu compromisso com o direito internacional" e que "a diplomacia, baseada na dignidade e na soberania nacionais, continua sendo a via preferencial do Irã para a resolução de conflitos".
Pezeshkian afirmou ainda que os países europeus poderiam desempenhar um "papel construtivo", incentivando Washington a respeitar as normas internacionais. "As políticas baseadas na pressão ou em ameaças militares apenas complicam ainda mais a situação", ressaltou, referindo-se às ações do presidente dos EUA, Donald Trump, e, em particular, à sua decisão de bloquear o Estreito de Ormuz.
Os pontos-chave da ameaça:
- A estratégia de Washington visa impor um bloqueio total no mar, o que equivaleria a um estrangulamento econômico direto do Irã.
- Washington insiste que Teerã acabará voltando à mesa de negociações e aceitando suas condições.
- Trump justifica a medida reiterando que a República Islâmica "deseja armas nucleares", embora Teerã afirme que desenvolve um programa de energia atômica exclusivamente pacífico.
- O porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, declarou que nenhum porto no Golfo Pérsico ou no Mar de Omã estará a salvo se os de seu país forem ameaçados.
- Segundo a Press TV, os contratorpedeiros americanos USS Michael Murphy e USS Frank Peterson foram interceptados pelas forças navais iranianas e obrigados a recuar após tentarem atravessar o Estreito de Ormuz no último sábado (11).
- O porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, alertou que o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA poderia continuar "afetando negativamente os mercados internacionais".
