
'O Brasil não recusará', diz Lula sobre parceria com EUA para combate ao crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está disposto a cooperar com os EUA no enfrentamento ao crime organizado, segundo entrevista concedida ao veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM nesta terça-feira (14).
Ele destacou que o país não recusará participar de ações conjuntas, desde que haja compromisso efetivo das autoridades norte-americanas.
Ao comentar a possível classificação de facções como "narco-terroristas", Lula disse que não há risco de intervenção externa e destacou que o enfrentamento é conduzido pelo próprio país.

"Nós temos clareza do que significa o PCC e o Comando Vermelho. Isso está tipificado na legislação brasileira, e nós vamos enfrentar essa gente. Nós aprovamos a Lei Antifacção, que vai nos permitir ter uma atuação muito mais poderosa pra tentar destruir essas organizações. Essa é uma guerra nossa. Essa guerra não é dos EUA".
Lula afirmou que a parceria pode ocorrer no combate ao narcotráfico, contrabando de armas e crime organizado.
"O que nós queremos é fazer parceria com os EUA no combate ao narcotráfico, no combate ao crime organizado e no contrabando de armas. Nós estamos dispostos... até porque parte das armas clandestinas que vêm para o Brasil vem dos EUA. E a Polícia Federal tem isso documentado, porque já fez muitas apreensões."
Ele condicionou a cooperação ao comprometimento dos Estados Unidos.
"Então, na medida em que o presidente Trump queira jogar sério nessa coisa, o Brasil será parceiro. O Brasil não recusará participar, com a nossa Polícia Federal, o nosso Ministério Público e a nossa Receita Federal. Com aquilo que a gente puder, a gente vai participar, porque nós queremos derrotar o crime organizado".
