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Forças do Irã fazem séria ameaça aos EUA sobre o bloqueio naval

O comando militar iraniano advertiu que se Washington continuar o bloqueio ilegal de Ormuz, a medida será "um prelúdio" para uma violação do cessar-fogo.
Forças do Irã fazem séria ameaça aos EUA sobre o bloqueio navalGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl

O porta-voz do Quartel-General Khatam al Anbiya do Irã, Ebrahim Zolfaghari, declarou que, se os EUA continuarem com o bloqueio ilegal do Estreito de Ormuz, isso levará a violação do cessar-fogo e uma resposta iraniana.  

"Se os EUA, agressores e terroristas, desejarem continuar com sua ação ilegal de bloqueio marítimo na região e criar insegurança para os navios comerciais e petroleiros do Irã, essa ação será o prelúdio da violação do cessar-fogo, e as Forças Armadas do Irã não permitirão que nenhuma exportação ou importação continue na região do Golfo Pérsico, do Mar de Omã e do Mar Vermelho", advertiu.

O porta-voz reiterou que seu país agirá "com firmeza" em defesa da soberania nacional e de seus interesses.

Bloqueio contra o Irã

  • Os EUA iniciaram um bloqueio marítimo ao Irã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), às 14h GMT (11h no horário de Brasília), interceptando navios que entravam ou saíam de portos e áreas costeiras iranianas.
  • o Irã classificou como "ilegal" e "um ato de pirataria" a imposição, por parte dos EUA, de restrições ao tráfego marítimo de navios em águas internacionais.
  • "As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
  • Além disso, o porta-voz afirmou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará a salvo enquanto os de seu país forem ameaçados.
  • O Irã advertiu que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz "sob qualquer pretexto ou nome" seria considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã, prometendo agir com firmeza contra qualquer um que violasse o acordo.