
'Não sou seu filho da put*': Presidente belarusso sobre o Ocidente

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, declarou que seu diálogo com os Estados Unidos não é dirigido contra a Rússia nem a China, países que considera seus aliados, e que não pretende ceder a Washington.
"Na primeira reunião, eu disse a vocês: 'Pessoal, a Rússia e a China são, há muito tempo, não apenas nossos parceiros, mas nossos amigos, e quando vocês, americanos e europeus, impuseram sanções contra nós, a China e a Rússia nos abriram as portas e, graças a isso, de fato, nos salvaram'. Por que eu deveria hoje manter algum tipo de diálogo ou aplicar alguma política contra vocês?", disse ele em entrevista ao apresentador da RT, Rick Sánchez.
🇧🇾 "Não sou seu filho da put*": Presidente bielorrusso sobre o OcidenteAlexander Lukashenko destacou, em entrevista à RT, que defende os interesses do seu povo em qualquer negociação.Saiba mais: https://t.co/FPBKsHQgappic.twitter.com/YZaLlCvnw2
— RT Brasil (@rtnoticias_br) April 18, 2026
"Ainda mais quando assinamos legalmente com a Rússia um tratado de aliança. O tratado mais estreito. Tentamos construir uma espécie de Estado da União, avançamos como se estivéssemos caminhando sobre gelo fino, tentamos fazer algo. Será que os americanos e o Ocidente não sabiam disso? Eles sabiam!", acrescentou, garantindo que, da sua parte, cumpre esse tratado à risca.
A verdadeira política do Ocidente também é bem conhecida em Minsk, lembrou ele. "Por mais negociações que o Ocidente mantenha comigo, entendo perfeitamente que não sou seu filho da puta", sublinhou.
"Eles vão me mastigar e cuspir com todo o prazer. Eu entendo isso perfeitamente. Mas, inclusive numa situação como essa — não por ser Lukashenko, mas por ser o presidente deste país, deste povo belarusso—, vejo-me obrigado e devo agir partindo dos interesses do povo, e não dos meus próprios interesses", afirmou.

"Nosso interesse surge da própria vida"
Lukashenko lembrou também que a economia de Belarus é uma economia aberta, e o país se vê obrigado a buscar seus interesses tanto no Ocidente quanto na Rússia, na China e na África, "onde todos vão, tanto a Rússia quanto os americanos".
"É do nosso interesse, como disse há pouco, viver. Não sobreviver, mas viver. Esse é o nosso interesse, ele surge da própria vida. O que podemos nos reprovar? Não há nada", concluiu.
