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'Agressão militar causaria catástrofe humanitária, um banho de sangue', alerta chanceler de Cuba

Havana destaca que Cuba não representa qualquer ameaça aos EUA e uma agressão dessa natureza teria como único objetivo mudar à força o sistema político ou o governo da ilha.
'Agressão militar causaria catástrofe humanitária, um banho de sangue', alerta chanceler de CubaX/ @BrunoRguezP

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (13), em uma publicação no X, que "uma agressão militar dos EUA contra Cuba provocaria uma verdadeira catástrofe humanitária, um banho de sangue".

O chanceler declarou que, caso ocorresse uma escalada militar injustificada contra seu país, vidas de cidadãos cubanos e norte-americanos seriam perdidas. "Um fato com o qual só apostam os políticos que não enviam seus filhos e familiares para as guerras", declarou.

Rodríguez destacou que "não existe a menor razão, nem mesmo o menor pretexto", para que seja realizado um ataque militar por parte de uma "superpotência" como os EUA contra um país que não representa "nenhuma ameaça".

Para Havana, qualquer agressão dessa natureza teria como único objetivo mudar à força o sistema político ou o governo da ilha.

Ameaça dos EUA a Cuba

  • Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "inúmeros países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
  • Com base nisso, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.
  • A medida é tomada em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
  • No dia 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", acrescentando que o país está chegando "ao fim da linha".
  • Em maio, o gabinete do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou novas medidas coercitivas unilaterais contra Havana. Cuba classificou a mais recente investida de Washington como um "castigo coletivo" que pretende "submeter toda a população cubana à fome e ao desespero".