
Presidente do México faz dura crítica aos EUA

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, revelou nesta quinta-feira (14) que os EUA não aprovaram quase 40 pedidos de extradição feitos pelas autoridades mexicanas, alegando suposta falta de provas.
Durante sua coletiva de imprensa matinal, a mandatária lembrou que "há 38 casos em que os EUA negaram o pedido do Governo do México para deter com urgência uma pessoa com fins de extradição por falta de provas".
Sheinbaum informou que solicitou ao secretário de Relações Exteriores, Roberto Velasco, e à assessora jurídica, Luisa María Alcalde, que conversem sobre "todos os casos que ocorreram nos últimos anos".
🔴 La presidenta Claudia Sheinbaum (@Claudiashein) reveló que Estados Unidos ha negado a México la detención de personas con fines de extradición en 36 casoshttps://t.co/j28wSRy4q2🎥: Gobierno de México pic.twitter.com/EABtEhldlS
— @diario24horas (@diario24horas) May 14, 2026
As declarações foram feitas no contexto da ordem do Departamento de Justiça dos EUA, que solicitou a captura e extradição de 10 funcionários e ex-funcionários mexicanos, entre eles o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, por supostos vínculos com o narcotráfico.
"Onde estão as provas?"
Sheinbaum criticou a forma como a mídia tratou as informações e afirmou que foi criada a percepção de que, diante do pedido americano, existem apenas três opções.

"Há uma ideia de que a presidente só tem três opções: deter ou extraditar com caráter de urgência 10 cidadãos mexicanos que um escritório do Departamento de Justiça, no sul de Nova York, pediu que fossem presos; encarcerá-los no México ou não fazer nada".
Nesse sentido, ela destacou que analistas e opositores ignoraram a opção "mais importante", que é exigir provas suficientes para acusar as pessoas apontadas por cometer crimes, conforme a Constituição e o sistema penal acusatório mexicano. "Se não há provas, não se procede. O que é isso? A lei", acrescentou.
"O que estamos pedindo? 'Ei, vocês têm provas contra o governador licenciado? Apresentem-nas para que a Promotoria possa conduzir sua investigação'. Não é uma decisão política, como quiseram fazer parecer (...) É a decisão responsável da presidente do México de, antes de tudo, defender a soberania nacional", afirmou.
Por outro lado, a presidente reiterou que a visão de longo prazo do Estado, que deve ser seguida pelo Governo, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Judiciário, é cumprir a lei, a Constituição e defender a soberania.
