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'Imoral e criminoso': Díaz-Canel condena ordem dos EUA contra quem quiser vender combustível a Cuba

Presidente cubano afirmou que "punição coletiva" contra o povo cubano é "um ato de genocídio".
'Imoral e criminoso': Díaz-Canel condena ordem dos EUA contra quem quiser vender combustível a CubaGettyimages.ru

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou duramente, nesta segunda-feira (18), uma ordem executiva dos Estados Unidos que pressiona os fornecedores de combustível.

"É imoral, ilegal e criminosa a ordem executiva que persegue e ameaça terceiros que queiram vender combustível a Cuba e que extraterritorializa o bloqueio a níveis nunca vistos, penalizando empresas que queiram investir em Cuba ou simplesmente nos forneçam bens básicos como alimentos, medicamentos, produtos de higiene ou outros", escreveu Díaz-Canel em sua conta no X.

Segundo o presidente, "a punição coletiva a que estão submetendo o povo cubano é um ato de genocídio que deve ser condenado por organismos internacionais e cujos responsáveis devem ser processados criminalmente".

"Na direção do nosso partido, do Estado, do Governo e de suas instituições militares, ninguém possui bens ou propriedades a proteger sob jurisdição norte-americana. O Governo dos EUA sabe disso muito bem, a ponto de nem mesmo ter provas para apresentar", continuou o presidente.

"A retórica anticubana de ódio tenta fazer crer que elas existem para justificar a escalada de sua guerra econômica total. Por isso, continuaremos denunciando, da maneira mais firme e enérgica, o cerco genocida que busca estrangular nosso povo", resumiu.

Ameaça dos EUA a Cuba

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "inúmeros países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

Com base nisso, foi anunciada a imposição de tarifas a países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

A medida é tomada em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".

Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.