
EUA impõem novas sanções contra autoridades de Cuba

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs nesta segunda-feira (18) novas sanções políticas e econômicas contra nove autoridades cubanas e a Diretoria de Inteligência de Cuba, adicionando-as à lista de "pessoas bloqueadas" do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro.
Em comunicado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos identificou os novos funcionários cubanos sancionados, incluindo a atual ministra das Comunicações, Mayra Arevich Marín; o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy; a ministra da Justiça, Rosabel Gamón Verde; e o chefe da Diretoria de Contrainteligência Militar do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, José Miguel Gómez del Vallín.
Também constam da lista do OFAC o presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado, Juan Esteban Lazo Hernández; o membro do Bureau Político e secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Roberto Tomás Morales Ojeda; o vice-ministro das FAR, Joaquín Quintas Solá; o chefe do Exército Oriental das FAR, Eugenio Armando Rabilero Aguilera; e o chefe do Exército Central das FAR, Raúl Villar Keseell.
Além disso, o governo Trump emitiu novas atualizações de sanções contra duas outras autoridades cubanas: Oscar Alejandro Callejas Valcarce, chefe da Diretoria Política do Ministério do Interior de Cuba, e Eddy Manuel Sierra Arias, chefe da Diretoria Geral da Polícia Nacional Revolucionária. Medidas adicionais também foram aplicadas contra o Ministério do Interior e a Polícia Nacional Revolucionária de Cuba, enquanto entidades governamentais.

As novas sanções contra autoridades e entidades cubanas estão ligadas à Licença Geral 134C, relacionada à Rússia, que autoriza a entrega e venda de petróleo bruto e derivados de petróleo originários da Federação da Rússia, carregados em navios a partir de 17 de abril de 2026.
Anteriormente, o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou na rede social X que "Cuba, como qualquer nação do mundo, tem o direito à sua legítima defesa contra qualquer agressão externa" e lembrou que este "é um princípio reconhecido pela Carta da ONU e pelo Direito Internacional".
"Aqueles que buscam atacar Cuba ilegitimamente usam qualquer pretexto, por mais mentiroso e ridículo que seja, para justificar um ataque contrário à opinião pública americana e mundial. É lamentável que a imprensa continue sendo cúmplice de tal crime", declarou o diplomata cubano.
