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Peru divulga resultados das eleições presidenciais após um mês de apuração e denúncias de fraude

A notícia surge em meio a críticas ao sistema eleitoral, envolvido em um escândalo por suposto desempenho ineficiente.
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O Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (ONPE) anunciou oficialmente neste domingo os candidatos que passaram para o segundo turno, previsto para 7 de junho, após a realização das eleições gerais de 2026 no último dia 12 de abril.

Após mais de um mês de expectativa e atrasos na apuração, foi realizada em Lima, neste dia 17 de maio, a divulgação geral dos resultados do primeiro turno, liderada pelo presidente do Jurado Nacional de Eleições (JNE), Roberto Burneo. Conforme anunciado na cerimônia, a ultraconservadora Keiko Fujimori (Força Popular) e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino (Juntos pelo Peru) se enfrentarão no segundo turno, precisou a secretária-geral do JNE, Yessica Clavijo.

De acordo com os dados publicados pela ONPE, os candidatos obtiveram 17,192% e 12,039% dos votos válidos, respectivamente, após a conclusão da contagem total das cédulas.

Além de todo o plenário do JNE, a cerimônia contou com a presença de autoridades de diversos setores, entre elas observadores internacionais, membros do sistema eleitoral e representantes de organizações políticas.

Os resultados são divulgados após semanas de incerteza e críticas ao sistema eleitoral, que alimentaram narrativas de manipulação e fraude. O resultado acirrado antecipa um conflito pós-eleitoral, pois os candidatos já estão exigindo a renúncia de funcionários e a recontagem dos votos.

López Aliaga solicitou, em 15 de abril, a suspensão da proclamação do segundo e terceiro lugares nas eleições do Peru após ter sido superado na contagem por Sánchez.

Nesse contexto, a ONPE se viu envolvida em um escândalo por seu suposto desempenho ineficiente na organização das eleições. Segundo o jornal El Comercio, foram apresentadas denúncias por extravio de atas de apuração e a descoberta de cédulas eleitorais nas ruas. A isso se soma o problema do transporte do material eleitoral, que deixou mais de 50 mil peruanos sem poder votar no domingo e obrigou à reabertura das urnas no dia seguinte à jornada eleitoral.

Nesse contexto, no último dia 21 de abril, o chefe da ONPE, Piero Corvetto, renunciou, reconhecendo "os problemas técnicos operacionais decorrentes da distribuição do material eleitoral". Posteriormente, o Ministério Público solicitou uma proibição de saída do país contra ele por suposta conivência agravada.