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Lula acredita que boa relação com Trump pode evitar aplicação de novas tarifas - Washingon Post

O presidente brasileiro acredita ainda que os EUA devem tratar a América Latina não como um alvo, mas como uma aliada, ressaltando que o Brasil se posiciona contra o bloqueio a Cuba e contra a interferência americana na Venezuela.
Lula acredita que boa relação com Trump pode evitar aplicação de novas tarifas - Washingon PostGettyimages.ru / Anadolu / Contributor

Em entrevista concedida ao The Washington Post publicada neste domingo (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma boa relação pessoal com o presidente americano, Donald Trump, evitaria que novas tarifas sejam impostas ao Brasil. A reportagem foi lançada em inglês e não foi divulgado o material na íntegra da entrevista.

A publicação ressalta que houve uma mudança drástica em comparação com a administração anterior, referindo-se a Jair Bolsonaro, que era mais alinhado a Washington e abertamente reconhecia sua admiração a Trump, enquanto Lula se recusa a acatar as ordens do presidente americano.

"Mas, minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui", afirmou Lula à reportagem. "Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele. Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso".

Lula acredita ainda que os EUA deveriam tratar a América Latina não como um alvo, mas como uma aliada, ressaltando que o Brasil se posiciona contra o bloqueio a Cuba e contra a interferência americana na Venezuela. O presidente também acrescentou que o Brasil está disposto a estreitar as relações comerciais com Washington e que não dá nenhuma preferência para a China, mas são os americanos que devem tomar a iniciativa de expandir os seus negócios no país.

"A China descobriu e entrou na América Latina. "Hoje, meu comércio com a China é o dobro do meu comércio com os Estados Unidos. E essa não é a preferência do Brasil. Se os Estados Unidos quiserem passar para a frente da fila", declarou, "ótimo. Mas eles precisam querer isso."