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Rússia cria modelo pioneiro com IA para diagnosticar doenças inflamatórias

O sistema analisa células imunológicas, prevê complicações e ajuda a selecionar um tratamento personalizado.
Rússia cria modelo pioneiro com IA para diagnosticar doenças inflamatóriasipopba / Gettyimages.ru

Pesquisadores do Laboratório de Terapia Direcionada e Diagnóstico Preditivo da Universidade Central da Rússia desenvolveram um método inédito no mundo para a detecção precoce de doenças inflamatórias por meio de inteligência artificial (IA), informaram meios locais em publicação na segunda-feira (18).

O método tem potencial para melhorar a eficácia do tratamento de pelo menos 2 milhões de pessoas por ano, incluindo pacientes da área de pneumologia com doenças pulmonares inflamatórias e diagnósticos autoimunes.

Até agora, o diagnóstico de doenças inflamatórias era baseado em sintomas clínicos, exames bioquímicos, análises citológicas e histológicas e radiografias. No entanto, esses métodos não permitiam avaliar precocemente a probabilidade de complicações.

Agora, uma equipe de pesquisadores da primeira universidade privada da Rússia baseada no modelo STEM — voltado para ciência, tecnologia, engenharia e matemática — criou um sistema de diagnóstico de células-chave do sistema imunológico responsáveis pela proteção do organismo.

Como funciona o método

Os cientistas desenvolveram moléculas marcadoras que atuam como sensores de alta sensibilidade. Elas localizam as células imunológicas-alvo e se ligam a elas, criando a base para análises posteriores.

Os dados obtidos são processados por uma rede neural treinada para reconhecer perfis específicos de resposta imunológica.

A nova tecnologia permite que os médicos avaliem previamente como o sistema imunológico de uma pessoa responderá à terapia e desenvolvam um plano de tratamento personalizado, reduzindo possíveis reações negativas ao tratamento.

Os experimentos foram realizados com amostras de 100 pacientes com doenças pulmonares, como pneumonia, bronquite e asma.

Os resultados da descoberta foram publicados na revista científica internacional The International Journal of Molecular Sciences.