Moscou e Pequim reiteraram que os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã violam o direito internacional. É o que consta na Declaração Conjunta da Federação da Rússia e da República Popular da China sobre o fortalecimento da parceria integral e da interação estratégica, bem como o aprofundamento das relações de boa vizinhança, amizade e cooperação, adotada nesta quarta-feira (20).
"As partes concordam que os ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, e prejudicam gravemente a estabilidade no Oriente Médio", afirma o documento.
A declaração acrescenta que as partes do conflito devem retornar o mais rápido possível ao diálogo e às negociações, impedindo a ampliação da zona de conflito. O entendimento sino-russo ainda provoca a comunidade mundial a manter uma posição "objetiva e imparcial", para além de "promover a redução da tensão e defender conjuntamente as normas fundamentais das relações internacionais".
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu na segunda-feira (18) as forças armadas de seu país destacadas no Oriente Médio a estarem "preparadas para avançar com um ataque total e em grande escala contra o Irã".
- Por sua vez, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os EUA e Israel "não poderão ocupar o país com bombas e mísseis, mas podem fazê-lo com conflitos e divisões". Por isso, Pezeshkian exortou a população a se empenhar "para que a unidade, a coesão e a empatia não sejam quebradas, e para que seus desejos e ambições – os de Washington e Tel Aviv – sejam frustrados".
Moscou condena o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como uma "agressão não provocada". Pequim também denuncia a guerra, alertando que os combates e a consequente interrupção do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz causaram um impacto global no setor energético e na economia.
A China, principal compradora de petróleo iraniano, perdeu grande parte desse abastecimento desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques em fevereiro. Desde então, a Rússia aumentou suas exportações de petróleo para a China para compensar o déficit.