
Trump ordena militares a estar 'preparados para seguir adiante com ataque em larga escala contra o Irã'

O presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu nesta segunda-feira (18) os militares americanos mobilizados no Oriente Médio a estarem "preparados para avançar com um ataque completo e em grande escala contra o Irã", apesar de ter anunciado o adiamento de uma ofensiva "programada" contra o país persa após uma conversa com líderes da região.
"Ordenei que estejam preparados para lançar um ataque em grande escala contra o Irã imediatamente, caso não seja alcançado um acordo aceitável", escreveu o mandatário em seu perfil na Truth Social.
Na mesma mensagem, Trump afirmou que o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud; e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, solicitaram a suspensão de uma ofensiva programada para 19 de maio, alegando que estão em andamento "negociações sérias".
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) May 18, 2026
"Eles nos pediram que suspendêssemos nosso ataque militar planejado contra a República Islâmica do Irã, programado para amanhã, já que negociações sérias estão sendo realizadas e, na opinião deles, como grandes líderes e aliados, será alcançado um acordo muito aceitável para os EUA, assim como para todos os países do Oriente Médio e além. Esse acordo incluirá, de forma crucial, a proibição de armas nucleares para o Irã!", acrescentou o político republicano.
"Diferenças fundamentais"
Apesar das declarações do ocupante da Casa Branca, a agência Tasnim divulgou uma reportagem, baseada em uma fonte próxima à equipe negociadora, segundo a qual a República Islâmica reconhece que persistem "diferenças fundamentais derivadas da ganância e da falta de realismo dos americanos".
Entre os pontos críticos estão a liberação de ativos congelados e as exigências dos EUA pelo fim do programa nuclear iraniano, que Teerã considera um "direito" inalienável garantido pelo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário.

Na mesma linha, a Axios informou que, na véspera, o Irã colocou sobre a mesa uma nova proposta com mediação do Paquistão, mas ela não foi considerada satisfatória por Washington, que ameaçou obrigar as autoridades iranianas a negociar "por meio de bombas" caso não aceitem suas exigências.
Por sua vez, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os EUA e Israel "não poderão ocupar o país com bombas e mísseis, mas podem fazê-lo por meio de conflitos e divisões".
Por isso, o líder persa instou a população a se esforçar "para que a unidade, a coesão e a empatia não sejam rompidas, e para que seus desejos e ambições sejam frustrados".
