Notícias

Zema culpa 'antropólogos, assistentes sociais e sociólogos' por problemas na segurança pública

Pré-candidato à Presidência afirmou que decisões do governo brasileiro na área deveriam ser tomadas por profissionais da área policial. Em discurso, o ex-governador de Minas Gerais também voltou a criticar Flávio Bolsonaro.
Zema culpa 'antropólogos, assistentes sociais e sociólogos' por problemas na segurança públicaMarcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema afirmou nesta quarta-feira (20) que o Brasil enfrenta problemas na segurança pública porque decisões sobre o tema são tomadas por profissionais que, segundo ele, não atuam diretamente na área policial. A declaração foi feita durante a XXVII Marcha dos Prefeitos, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília.

"O problema aqui no Brasil é que segurança pública não tá na mão de policial, de quem é da área", declarou.

Zema também citou "antropólogos, assistentes sociais e sociólogos" ao comentar quem participa das discussões sobre o tema.

O ex-governador de Minas Gerais ainda criticou o sistema de audiências de custódia e afirmou que o modelo atual "incentiva a criminalidade".

Críticas contra Flávio Bolsonaro

Durante o evento, Zema voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro pela proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em 13 de maio, o ex-governador já havia afirmado que a situação era "imperdoável".

Segundo o pré-candidato, as explicações apresentadas sobre o caso "não foram convincentes".

"Precisamos de um presidente que, para fazer as mudanças necessárias, tenha credibilidade", afirmou.

Apesar das críticas, Zema declarou que apoiaria qualquer candidato em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Depois que eu vi o que o PT fez em Minas, que eu senti, eu vou ficar o resto da vida apoiando quem estiver contra o PT, qualquer um que seja", finalizou.