'A ideia de que Cuba representa uma ameaça só pode existir em mentes doentias', declara Díaz-Canel

O presidente cubano rejeitou os argumentos infundados dos EUA que tentam justificar o estrangulamento econômico e energético da ilha.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, voltou a se manifestar nesta sexta-feira (22) contra o estrangulamento econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha e rejeitou veementemente os argumentos do governo americano que visam justificar uma futura agressão contra a nação caribenha.

"A ideia de que Cuba representa uma ameaça aos EUA só pode existir em mentes doentias de alguns funcionários da atual administração americana", começou o líder cubano em seu discurso, afirmando que esses servidores públicos "sequestraram a política" em relação à ilha.

Em seguida, ele os acusou de mentir para o povo americano e para o mundo a fim de "justificar uma nova guerra irracional", que teria um custo potencialmente alto em vidas humanas.

Díaz-Canel acusou sucessivas administrações americanas de ameaçarem seu país repetidamente.

"Agora, estão fazendo isso em níveis extremos, combinando mentiras absurdas com intimidação militar e privando o povo cubano dos recursos e serviços mais básicos para sua sobrevivência diária", explicou.

Ele criticou a classificação de Cuba como "patrocinadora do terrorismo" feita pelo governo Trump sem apresentar qualquer prova, o que ele considera parte de uma "campanha midiática precipitada" para justificar um hipotético ataque a Cuba.

"Cuba não ameaça, não desafia, não provoca os Estados Unidos nem qualquer outro país do mundo. Cuba é uma nação de paz", reiterou o presidente, invocando o direito de autodefesa de seu país, conforme previsto no direito internacional.

Ameaças dos EUA contra Cuba