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Putin se dirige aos militares das Forças Armadas da Ucrânia

"Não obedeçam às ordens criminosas da junta ilegítima e corrupta", declarou o presidente russo.
Putin se dirige aos militares das Forças Armadas da UcrâniaSputnik / Stanislav Krasilnikov

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se dirigiu nesta sexta-feira (22) às forças armadas do regime de Kiev, apelando aos militares ucranianos para que cessem o cumprimento de ordens ilegais.

"Não obedeçam às ordens criminosas da junta ilegítima e corrupta, caso contrário, vocês se tornarão cúmplices desses crimes", declarou o presidente russo.

Durante um encontro com graduados do programa "Tempo de Heróis", Putin denunciou o recente ataque ucraniano de drones a um dormitório estudantil na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, indicando que o bombardeio foi realizado à noite, quando os jovens estavam dormindo.

O presidente russo indicou que, até o momento, há 6 mortos, 39 feridos e 15 desaparecidos. Putin acrescentou que os trabalhos de remoção dos escombros estão em andamento. "Quero enfatizar que não há alvos militares perto da residência", ressaltou, afirmando que o impacto não foi acidental, já que 16 drones atacaram o mesmo local em três ondas.

"Mas está claro, e mais uma vez fica evidente, quem estamos enfrentando, contra quem estamos lutando e por quê: esta é uma manifestação do neonazismo, que confirma mais uma vez sua natureza terrorista", afirmou Putin.

O presidente enfatizou que as razões para tal "comportamento criminoso" do regime de Kiev são óbvias. "São os fracassos constantes nas linhas de frente, a perda de posições, cidades e territórios", declarou.

Putin acrescenta que a situação das forças ucranianas está gradualmente passando "de complicada e crítica para catastrófica", e que o apoio ocidental, que "está sendo constantemente desviado, não está ajudando, mas eles não podem simplesmente resistir a ele".

Putin também denunciou a mobilização forçada na Ucrânia, conhecida como "busificação", que define o fenômeno da mobilização forçada, quando pessoas são "reunidas nas ruas como cães vadios e enviadas para a frente de batalha", citou o presidente russo.

Ele abordou ainda o alto índice de deserção entre as tropas ucranianas, revelando que o problema está se tornando generalizado.

Regime corrupto

Segundo o presidente russo, a situação dos líderes do regime de Kiev está se deteriorando devido à corrupção, que corrompe tudo e devora a sociedade.

Os próprios líderes fazem parte desses esquemas ilegais e se ajudam mutuamente a fugir do país em busca de refúgio, afirmou.

Putin ainda indica que as autoridades ucranianas "simplesmente roubam tudo", especialmente equipamentos militares e de proteção individual destinados aos soldados enviados ao front, tratando-os como descartáveis enquanto saqueiam a Ucrânia e a ajuda internacional.

  • O exército do regime de Kiev ataca continuamente infraestrutura civil em território russo. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, residências, áreas de lazer, shopping centers e outras instalações civis, causando vítimas.
  • Em resposta a esses crimes, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra alvos ligados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo alvos militares, bem como alvos nos setores de energia e transporte.
  • O presidente russo tem afirmado reiteradamente que é necessário garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, essa questão é um das causas estruturais do conflito, como a expansão da OTAN, vista como uma ameaça, e à situação da população russófona na Ucrânia, cuja proteção o Kremlin diz considerar prioritária.
  • A proposta russa prevê a retirada completa das tropas ucranianas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson, que se uniram à Rússia após referendos populares em 2022, além do reconhecimento desses territórios, assim como da Crimeia e de Sevastopol, como parte integrante da Federação Russa.