O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) que as negociações com Teerã estão "progredindo bem", mas advertiu que só aceitará "um grande acordo" e que, caso contrário, a alternativa será "voltar ao campo de batalha e voltar aos tiros, mas maiores e mais fortes do que nunca".
Em uma longa publicação no Truth Social, o presidente americano afirmou ter sugerido a diversos líderes do Oriente Médio e da Ásia que a adesão aos Acordos de Abraão deveria ser "obrigatória" para os países envolvidos nas negociações regionais sobre o Irã.
Acordos de Abraão
"Exijo que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão", escreveu Trump, acrescentando que aqueles que não aceitarem a condição poderão ser excluídos de qualquer acordo futuro com Teerã por demonstrarem "más intenções".
O chefe da Casa Branca explicou que a proposta foi discutida durante conversas com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein. O líder republicano afirmou que esses acordos geraram um "boom financeiro, econômico e social" para os países que já os assinaram.
O presidente dos EUA enfatizou que, se o Irã assinar um acordo com Washington, seria "uma honra" incluir a República Islâmica nos Acordos de Abraão e em uma "coalizão global sem precedentes".
"O Oriente Médio estaria unido, poderoso e economicamente forte como talvez nenhuma outra região do mundo", declarou.
Trump insistiu que a Arábia Saudita e o Catar assinassem "imediatamente" e disse ter instruído seus representantes a avançarem com a incorporação formal de mais países à estrutura diplomática promovida durante seu primeiro mandato.
- Assinados em 2020 e 2021 com a mediação dos Estados Unidos, os Acordos de Abraão estabeleceram a normalização das relações entre Israel e vários países árabes e muçulmanos. O conjunto de tratados bilaterais abrange cooperação diplomática, econômica e de segurança.