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Trump nega suspensão das negociações entre EUA e Irã

"Nunca se sabe" para onde as conversas estão caminhando, afirmou o presidente, insistindo que elas continuam "sem interrupção".
Trump nega suspensão das negociações entre EUA e IrãAlex Wong / Gettyimages.ru

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (2), em uma publicação na rede social Truth Social, que são falsas as alegações de que as negociações entre Teerã e Washington foram suspensas.

"As conversas entre as duas partes continuaram sem interrupção, inclusive há quatro dias, há três dias, há dois dias, ontem e hoje", declarou o presidente. "Nunca se sabe" para onde elas estão caminhando, acrescentou.

Anteriormente, meios de comunicação iranianos informaram que Teerã havia suspendido as negociações e a troca de mensagens com os EUA em protesto contra os ataques de Israel ao Líbano. Posteriormente, Trump declarou que Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah haviam concordado em encerrar os ataques mútuos.

Mais tarde, o site Axios informou que o presidente dos EUA criticou duramente o primeiro-ministro israelense.

"Você está completamente louco. Estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando sua pele. Agora todo mundo odeia você. Todo mundo odeia Israel por causa disso", disse Trump a Benjamin Netanyahu, segundo dois funcionários americanos e uma terceira fonte citados pelo veículo.

Essa situação apenas evidenciou a crescente contradição entre Washington e Tel Aviv. Enquanto Trump tenta alcançar ao menos uma desescalada limitada e preservar uma margem para negociações com o Irã, em Israel ganham cada vez mais força os temores de que qualquer acordo entre a República Islâmica e os EUA se transforme em uma derrota estratégica não tanto para o Estado israelense, mas para Benjamin Netanyahu pessoalmente, que construiu sua imagem como um combatente radical contra o Irã.

Frágil trégua

Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação recente na região tem sido marcada por ataques e ameaças mútuas.

Segundo a posição iraniana, a trégua inclui o Líbano, mas as Forças de Defesa de Israel continuam atacando o sul do país árabe. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na segunda-feira (1º) o início de novos bombardeios contra alvos do movimento xiita libanês Hezbollah no bairro de Dahieh, em Beirute.

No dia anterior, um ataque aéreo israelense contra o distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, matou pelo menos oito pessoas, entre elas três mulheres.

A escalada não se limita ao Líbano. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na segunda-feira (1°) que forças americanas realizaram "ataques de autodefesa" contra radares e centros de comando e controle de drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm. Em resposta, o Irã realizou um bombardeio contra uma base dos Estados Unidos.