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Israel está 'sacrificando a economia mundial', diz professor da Universidade de Teerã

Mohammad Marandi afirmou que Israel bloqueia avanços diplomáticos para encerrar a guerra.
Israel está 'sacrificando a economia mundial', diz  professor da Universidade de TeerãRT

Mohammad Marandi, professor da Universidade de Teerã, acusou nesta terça-feira (2) Israel de prolongar deliberadamente a guerra, "sacrificando a economia mundial".

Em entrevista à RT, Marandi afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e "os sionistas que o apoiam", seja nos EUA ou dentro de seu próprio governo, são os que "mandam", impedindo as tentativas do presidente Donald Trump de alcançar um acordo que ponha fim ao conflito.

"Está claro que Trump quer uma saída [para o conflito], por isso tem negociado", afirmou. No entanto, "toda vez que as negociações parecem avançar, vemos o regime israelense e o lobby sionista nos EUA se oporem e obrigarem Trump a mudar de posição e recuar", acrescentou.

Impacto econômico

O conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos EUA e por Israel, não apenas destrói vidas, mas também prejudica a economia mundial. Principalmente devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz por ambas as partes, uma ação que já ameaça se expandir para o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Importantes organismos internacionais alertaram para o risco de escassez de petróleo, o que representa uma ameaça ao abastecimento de combustível caso a normalidade não seja restabelecida nessa rota marítima.

Dessa forma, o conflito está provocando impactos significativos no fornecimento de energia, na segurança alimentar e na atividade econômica em todos os países e regiões.

Negociações em risco

Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação recente na região tem sido marcada por ataques e ameaças mútuas.

Na segunda-feira (1º), a agência iraniana Tasnim informou que a equipe negociadora do país suspendeu as conversas em protesto contra os ataques de Israel ao Líbano, já que uma das condições prévias das negociações para o cessar-fogo também incluía o fim das hostilidades contra o país árabe.

Por sua vez, Trump negou essa informação, afirmando que as negociações "continuaram sem interrupção" e avançam "em bom ritmo".