
EUA propõem tarifa adicional de 12,5% e ampliam pressão comercial sobre o Brasil

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu na terça-feira (2) mais uma investigação comercial que tem o Brasil entre os alvos e propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

Ao todo, 60 países foram incluídos no levantamento, que avaliou supostas falhas dessas economias em impedir a entrada de produtos fabricados com uso de mão de obra forçada em seus mercados.
A nova proposta foi divulgada apenas um dia depois de o USTR recomendar uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras, após outra investigação que questiona práticas comerciais do país, incluindo o sistema de pagamentos instantâneos Pix.
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As duas medidas ainda não são definitivas. Elas passam agora por consultas e audiências públicas previstas para julho, antes de uma decisão final do governo de Donald Trump.
As apurações sobre trabalho forçado foram abertas em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelos Estados Unidos para responder a práticas consideradas injustas ou discriminatórias contra a economia americana.
Segundo o USTR, a falta de mecanismos eficazes para bloquear a entrada de produtos feitos com trabalho forçado cria uma concorrência desleal para empresas norte-americanas que seguem padrões trabalhistas, o que justificaria a adoção de medidas comerciais mais rígidas.
