Notícias

Eduardo Bolsonaro sugere negociar PIX com governo dos EUA

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro comparou o PIX, público e brasileiro, ao Zelle, sistema de pagamentos norte-americano gerido por bancos privados. Além disso, sugeriu negociar minerais críticos com o governo Trump.
Eduardo Bolsonaro sugere negociar PIX com governo dos EUAReprodução/Redes Sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil poderia levar o PIX para uma eventual mesa de negociações com os Estados Unidos.

Ao comentar as críticas feitas por autoridades brasileiras às tentativas dos EUA de interferência na economia e na soberania nacional, Eduardo comparou o PIX, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, ao Zelle, plataforma de pagamentos privada utilizada nos Estados Unidos.

"Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao PIX. Por exemplo, o Zelle é o PIX dos EUA. Então, dá pra ir pra mesas de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá pra sentar e negociar", defendeu.

Público x privado

Contudo, os mecanismos possuem diferenças substanciais. O PIX é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central do Brasil e oferecida gratuitamente à população.

Já o Zelle é uma plataforma privada operada pela empresa Early Warning Services LLC, controlada por grandes instituições financeiras dos Estados Unidos, entre elas Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo.

Terras raras na mesa

Em outro ponto polêmico de sua fala, Eduardo mencionou sobre negociar minerais críticos com os norte-americanos. "Eles têm interesses onde nossas economias se complementam, como terras raras", afirmou.

  • As declarações ocorrem após o irmão de Eduardo, senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, viajar aos EUA. Lá, pediu para autoridades, como o secretário de Estado, Marco Rubio, a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
  • A ação de Flávio foi compreendida pelo governo brasileiro como uma ameaça contra a soberania nacional que poderia, inclusive, desencadear operações secretas militares dos EUA no Brasil.