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Diretor da PF aponta erro dos EUA sobre facções: 'Objetivos diferentes'

Apesar das críticas à classificação de CV e PCC como organizações terroristas, Andrei Rodrigues vê "oportunidade de ampliar cooperação".
Diretor da PF aponta erro dos EUA sobre facções: 'Objetivos diferentes'Gettyimages.ru / Fabio Teixeira/Anadolu

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou nesta sexta-feira (5) como um "equívoco" a decisão dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas.

Em entrevista à TV Globo, Rodrigues argumentou que facções criminosas e grupos terroristas possuem naturezas distintas e, por isso, exigem estratégias diferentes de enfrentamento.

"As organizações terroristas têm motivos ideológicos, motivos religiosos, objetivos diferentes daquele do crime organizado que, em que pese aterrorizar as pessoas, busca o lucro", afirmou.

Apesar da crítica, ele afirmou que a medida pode abrir espaço para ampliar a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

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Segundo o diretor da PF, a classificação adotada por Washington não altera a forma como as autoridades brasileiras combatem as facções.

Ele destacou que o enfrentamento ao crime organizado no Brasil continua baseado na integração entre instituições, na descapitalização das organizações criminosas e na prisão de suas lideranças.

A inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos em 28 de maio e entrou em vigor nesta sexta-feira (5).

De acordo com Rodrigues, a Polícia Federal ainda não foi comunicada oficialmente sobre a decisão e tomou conhecimento da medida por meio da imprensa.

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Cooperação

Entre as áreas citadas por Rodrigues como passíveis de ampliação na cooperação estão a troca de informações de inteligência e o combate ao tráfico internacional de armas e drogas.

"Mais troca de informações, bloqueio do envio de armas para o Brasil e prisão de foragidos da Justiça brasileira nos Estados Unidos", afirmou.