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Exército dos Estados Unidos prepara plano para execuções de militares, diz ABC News

Documento interno prevê transferência de presos para locais específicos e preparação de procedimentos. Execução de quatro condenados à morte depende de autorização do presidente Donald Trump.
Exército dos Estados Unidos prepara plano para execuções de militares, diz ABC NewsGettyimages.ru / Al Drago

Pela primeira vez desde 1961, o Exército dos Estados Unidos se prepara para executar militares condenados à pena de morte, segundo informou a ABC News no sábado (6), com base em um documento interno de planejamento.

De acordo com a reportagem, quatro condenados poderão ser executados caso o presidente Donald Trump autorize o cumprimento das sentenças.

Segundo a ABC News, o plano, denominado "Operation Resolute Justice" ("Operação Justiça Resoluta", em tradução livre), foi distribuído internamente em fevereiro. O documento estabelece a transferência dos condenados da prisão militar de segurança máxima de Fort Leavenworth, no estado do Kansas, para o presídio federal de Terre Haute, em Indiana.

Ainda de acordo com a emissora, diferentes unidades do Exército ficariam responsáveis pelos preparativos das execuções, que deveriam ser realizadas em até 150 dias após uma eventual autorização presidencial.

Depende de Trump

A reportagem destaca que tribunais militares podem impor penas de morte, mas a legislação exige a aprovação do presidente dos Estados Unidos antes que qualquer execução seja realizada.

Questionada pela ABC News sobre a possibilidade de Trump autorizar as execuções, a Casa Branca não respondeu diretamente e encaminhou o pedido de esclarecimento ao Exército.

Cynthia Smith, porta-voz do Exército dos EUA, afirmou que as Forças Armadas realizam há duas décadas exercícios periódicos de planejamento relacionados a execuções, da mesma forma que fazem para outras operações potenciais.

De acordo com a ABC News, a última execução de um integrante do Exército dos Estados Unidos ocorreu em 1961. Na ocasião, o soldado John Bennett foi executado após ser condenado por estupro e tentativa de homicídio contra uma menina de 11 anos na Áustria.