China compartilha amostras inéditas do lado oculto da Lua com pesquisadores russos

O intercâmbio faz parte de um acordo bilateral entre Pequim e Moscou para o desenvolvimento da cooperação em ciência espacial e exploração lunar.

Em um passo significativo para a cooperação espacial internacional, a China entregou à Rússia, no dia 3 de junho, as primeiras amostras de solo coletadas no lado oculto da Lua, informou o Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências na sexta-feira (5).

O material, obtido pela sonda Chang’e-6, consiste em 1,5 grama de solo lunar e foi transferido ao Departamento de Física Planetária do instituto russo. 

O intercâmbio faz parte de um acordo bilateral entre Pequim e Moscou para o desenvolvimento da cooperação em ciência espacial e exploração lunar.

O objetivo principal dos cientistas russos é analisar a composição mineralógica do material, com foco especial na busca por compostos voláteis.

A identificação dessas substâncias é considerada fundamental para compreender a evolução geológica da Lua e para planejar futuras missões de colonização e assentamentos autossustentáveis no solo lunar.

A missão Chang’e-6, que retornou à Terra em junho de 2024, foi histórica por trazer os primeiros fragmentos de rochas e solo da face oculta da lua. 

Embora se espere que cientistas de outros países busquem acesso às amostras, a China ainda não fez um anúncio formal sobre o acesso internacional.

A transferência para a Rússia reafirma a importância da colaboração científica para o desvelamento dos mistérios do sistema solar.