
Trump diz que cancelou novos ataques contra o Irã após avanço em negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) nas redes sociais que cancelou ataques e bombardeios previstos contra o Irã após avanços em negociações envolvendo Teerã e outros países.
Segundo Trump, as discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao nível da liderança iraniana e aprovadas. O presidente dos Estados Unidos disse que, por esse motivo, decidiu cancelar as ações militares que estavam programadas para esta noite.

Na publicação, Trump afirmou que os pontos finais das conversas foram aprovados "em conceito e em grande detalhe" por todas as partes envolvidas. Ele citou Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros países.
Trump também declarou que o bloqueio naval seguirá em vigor até a conclusão do acordo. De acordo com o presidente dos Estados Unidos, o local e o horário da assinatura serão anunciados em breve.
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.
