Netanyahu desmente Trump e afirma que Israel não alcançou acordo com o Irã

Anteriormente, autoridades iranianas também contrariaram as alegações do presidente dos EUA, afirmando que a questão do conflito "ainda não foi resolvida".

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desmentiu uma declaração feita mais cedo pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que havia afirmado que Israel, juntamente com outros países, havia alcançado "em princípio e em grande detalhe" um memorando de entendimento com o Irã.

"Embora Israel não faça parte do memorando, o primeiro-ministro expressou sua gratidão ao presidente Trump pelo compromisso de que o acordo final, ao término das negociações, incluirá a eliminação do material enriquecido, o desmantelamento da infraestrutura de enriquecimento, limites à produção de mísseis e o fim do apoio do Irã a grupos terroristas aliados na região", afirmou o comunicado, divulgado nesta quinta-feira (11).

Horas antes, Trump afirmou, em publicação na rede social Truth Social, que decidiu suspender ataques e bombardeios previstos contra o Irã. Ele justificou a decisão dizendo que os EUA, juntamente com Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros países, aprovaram "em princípio e em grande detalhe" um acordo envolvendo "as mais altas lideranças iranianas".

"Especulação da imprensa"

Além de Isarel, autoridades iranianas também contrariaram as alegações do presidente, as classificando como "especulação da imprensa".

"Essas questões devem ser consideradas no âmbito de especulações da mídia. O ponto principal é que, assim que um resultado final for alcançado, as informações serão divulgadas", disse o porta-voz da chancelaria Esmail Baghaei.

De acordo com a diplomacia persa,"a maior parte do texto estava finalizada, mas os americanos continuaram mudando de posição". Nesse contexto, Teerã rejeitou as alegações de Trump como "especulação", já que "a questão ainda não foi resolvida".

Ele acrescentou que, "até o momento, o Irã não chegou a uma conclusão final sobre o acordo" e alertou que a situação no Estreito de Ormuz se tornou mais perigosa "devido às ações dos Estados Unidos".

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